segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

XIX TROFÉU ORI-ESTARREJA E ORI-6 RELAY: IMPRESSÕES




No rescaldo do XIX Troféu Ori-Estarreja e Ori-6 Relay, apresentamos um conjunto de opiniões de alguns dos seus principais protagonistas.


Ambas as provas foram agradáveis e gostei muito. Em Portugal as competições são sempre bem organizadas, sem erros, com pontos claros e bem colocados, com bar e com 'speaker'. De manhã, o meu percurso foi fácil mas muito bem construído, divertido e rápido. O percurso da estafeta Ori-6 Relay foi traiçoeiro, com pontos que pareciam simples mas que não se revelaram nada simples. A atmosfera na Arena foi super. Obrigada aos organizadores!

Stepanka Betkova (Ginásio)


A prova foi muito agradável, quer em termos de mapa, quer em termos de ambiente. No que diz respeito à minha prestação, considero que fiz alguns erros na zona dos pontos e numa opção que me custou alguns minutos, sendo a classificação reflexo da prestação. O físico também não é o melhor e reconheço que estou num nível abaixo das minhas adversárias.

Catarina Ruivo (COC)


A prova de hoje correu-me muito mal, com vários pequenos erros nos primeiros pontos (devia ter visto a escala antes de começar a prova), por isso até ao ponto de espectadores não dei com nenhum ponto à primeira. Depois de ver que a escala era 1:7 500 as coisa começaram a sair melhor, mas muito tempo estava já perdido e um bom resultado também. O mapa é muito bom para a Orientação mas penso que a escala poderia ser 1:10 000, é a minha opinião. Parabéns ao Ori-Estarreja que mais uma vez esteve à altura, com um bom mapa e um bom percurso...

Joaquim Sousa (COC)


Gostei desta prova que o Ori-Estarreja organizou, pois tinha tudo o que uma prova deveria ter: 'speaker', ponto de espectadores, bar e principalmente bons percursos num mapa com qualidade técnica. Este mapa que tinha alguns pormenores de relevo (muitas cotas e colinas) e de vegetação, principalmente rasteira, permitiu-me fazer uma prova relativamente boa, pois não perdi muito tempo, cerca de um minuto e meio em toda a prova. Fisicamente senti-me bem, já que neste tipo de mapas dá para atingir ritmos bastante elevados. Contudo foi mais uma prova que deu para competir com as maiores adversárias do meu escalão (D20).

Rita Rodrigues (GafanhOri)


Desloquei-me para longe de Lisboa por esta prova ter o selo de qualidade do Ori-Estarreja e por se desenrolar em mapas que, na minha opinião, são dos melhores de Portugal. As minhas expectativas não foram de todo defraudadas. De manhã não me consegui abstrair totalmente da dor que tinha no tendão de Aquiles. Tecnicamente estive péssimo. Erros atrás de erros. À noite os "Altos e Baixos" saíram vitoriosos. No entanto, o mérito foi todo dos restantes elementos uma vez que ia arruinando os minutos de vantagem que me deram à partida. Especial referência ao Pedro Silva que estava receoso da noite e que nos deu a vantagem. Por motivos que não controlo, encontro-me demasiadamente longe das prestações a que quero chegar. Há que trabalhar...

Miguel Silva (CPOC)


A prova de sábado de manhã foi encarada como um treino técnico visto que é neste tipo de terreno que tenho mais dificuldades. O mapa era muito bom apesar de achar o percurso não muito exigente tecnicamente. No geral a prova correu-me bem apesar de pequenas hesitações em alguns pontos e o facto de nestes últimos dias ter estado doente dificultou um pouco a parte física. Quando à Estafeta realizada no mesmo dia penso que a pouca participação dos atletas tirou um pouco da "festa" que este tipo de provas proporciona. Apesar disso, a organização esteve muito bem e apesar da pouca participação tivemos alguns momentos emocionantes enquanto espectadores das Estafetas de duas equipas. Quanto à minha prova, nunca tinha feito nada do género e pensar fazer 7 km de noite só com uma lanternazinha já me causava arrepios. Parti em massa o que por alguns momentos me aliviou o medo por ir com mais pessoas para a floresta mas depois de ter picado dois pontos vi-me completamente sozinha e um pouco perdida. O resto da prova foi feita com dois senhores do Ginásio e apesar de termos três pontos diferentes preferi ir com eles e fazer um 'treino técnico em grupo' do que ter voltado logo para trás. Foi uma experiências inesquecível, tanto pelos melhores como pelos piores motivos.

Susana Alves (GD4C)


Quebrando o jejum que se prolonga desde Gouveia, em que me dediquei a treinar incessantemente, creio que em vésperas de Portugal O'Meeting - um dos objectivos da época! - esta prova veio servir como um teste de modo a avaliar o que tenho feito. Mais uma vez o Ori-Estarreja brindou-nos com uma excelente organização, com tudo o que se podia esperar e ainda dois mapas de qualidade com percursos bem traçados. Só tenho imensa pena de um aspecto, nada relacionado com a organização como é óbvio, mas entristeceu-me a fraca adesão à competição da tarde, e falo do Ori-6 Relay. Não creio que toda a gente tenha a noção do espectáculo que esta Estafeta poderia ser se entrassem mais equipas. Se com as poucas equipas presentes se viveram momentos de verdadeira intensidade, imaginem com mais equipas, para além do excelente treino de orientação nocturna que este tipo de provas proporcionam e que, confesso, me obrigou a olhar para o mapa como a única "salvação" para sair daquela floresta. Bem, mas cada qual tem a sua perspectiva, como é óbvio... Mais uma vez parabéns ao Ori-Estarreja e que continuem a realizar provas assim.

Luís Silva (ADFA)


Num ambiente bastante agradável, realizou-se da parte da manhã uma bela prova nas Dunas de Cantanhede. Mais um mapa bom para treinar e ao mesmo tempo competir, num terreno muito agradável e com bastantes pormenores de relevo. A prova correu bem, perdi apenas cerca de trinta segundos com hesitações. Fisicamente poderia estar um pouco melhor mas no final fiquei satisfeito com a minha prestação. Gostei bastante e parabéns ao Ori-Estarreja! 
Da parte da tarde, realizou-se mais um Ori-6 Relay, no mapa de Rovisco Pais, que é um mapa já conhecido mas que com a noite bastante escura reserva sempre muitas surpresas.
Parti com cerca de cinco minutos de desvantagem e, ainda por cima, entrei logo mal no mapa cometendo um erro para o 1º ponto. Depois ainda consegui tomar a liderança da prova, mas mesmo antes do ponto de espectadores cometi mais um erro que acabou por hipotecar as hipóteses da vitória para a minha equipa. Acabei por fazer uma prova com mais de quatro minutos de erros, tendo no final ficado bastante chateado com a minha prestação! Considero esta prova uma excelente iniciativa por parte do Ori-Estarreja, pena só mesmo a pouca adesão!

Tiago Romão (ADFA)


Passa-se mais um ano, organiza-se mais um Troféu Ori-Estarreja, o XIX neste caso. Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para satisfazer quem se deslocou até à Tocha. O mapa era de boa qualidade técnica, assim como os percursos, e por isso penso que neste aspecto não defraudámos as expectativas de ninguém. Quanto à envolvente, tentámos criar todas as condições para que todos desfrutassem do espaço, com serviço de bar, babysitting e tudo o resto. Da parte da tarde teve lugar a Estafeta. Desta vez com um formato diferente, errámos nas previsões que fizemos quanto aos tempos dos atletas e isso fez com que a prova se tenha desenrolado mais durante a noite do que tínhamos previsto. Contudo, foi também um bom espectáculo, pese embora o facto da redução do número de equipas relativamente ao ano passado.

Diogo Miguel
Director da Prova


Saiba tudo sobre o XIX Troféu Ori-Estarreja e Ori-6 Relay visitando a página do Clube de Orientação de Estarreja, em http://www.ori-estarreja.pt/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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